sábado, 27 de outubro de 2012

Semente na Terra

Clara, com os olhos vendados, pega um pistache do copinho oferecido pelo animador. Primeiro brinca com a castanha entre os dedos. Cheira. Diz aos colegas que é pequeno. Começa a experimentar, um pouco receosa. Faz uma careta. A animadora pergunta que coisa é. Clara não sabe dizer. Vem algumas dicas: tem um sorvete famoso feito com isto. A cor é um pouco verde, um pouco avermelhada em alguns lugares. Mesmo sem gostar muito ela prova outro, ri, diz que é um pinhole. Não adiantou, Clara não descobriu, nem com os gritinhos da sua equipe que tentavam ajudar. A equipe do "Galo Negro do vale de Vara" não andou. É a vez da equipe "Galinha do ovo azul do Chile". Com todas as experiências dos sentidos possíveis o jogo desenrola num tabuleiro gigante, em meio aos stands do Terra Madre.



Na mesa ao lado, um jogo para dois: o cara a cara cultural. Cada jogador escolhe um personagem que o outro precisa adivinhar. As perguntas vão desde se o cara é dos tempos atuais ou antigo e se ele come com a mão ou sentado no chão. Continente, alimentos tradicionais, utensílios utilizados. Cada personagem vem com todas essas dicas ali. Enquanto você tenta descobrir o personagem do outro aprende mais do mundo! Fotografei todas as cartas, agora é só se inspirar (vou postar nas fotos)! E não é coisa de criança não, eu por exemplo não sabia que a Mauritânia era na África...Tem muito pra aprender ;)


As experiências de educação do gosto não têm fim e durante todo o dia crianças e adolescentes são recebidos para brincadeiras, jogos, teatro e claro, cozinhar! Abaixo eles preparam um sal com ervas. Primeiro passo é descobrir as ervas. Ver, pegar, cheirar, experimentar. Vale tudo para aproximar a meninada daquilo que comem!

 que erva é essa, Mattia?

obs: Clara é na verdade Chiara (italiano)


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

No centro da roda o alimento



Pokot é uma tribo africana no Kênia. É uma das 54 tribos oficiais do país. São por natureza pastores. Por isso mesmo não necessitam de casas duráveis e fixas. Constroem com materiais disponíveis da natureza e estão em constante contato com os animais. Vacas, cabras, galinhas, tudo ali em volta de casa. Têm na base da alimentação o leite, mais especificamente o iogurte. Mas não um simples iogurte como conhecemos, mas um produto especial, que beira na sua produção o ritualístico. Por isso mesmo está sendo resgatado como cultura dessa população. Começa com a produção de uma cinza de uma madeira específica. Uma árvore nativa. Um pouco desta cinza vai dentro de uma cabaça comprida e é ali mesmo que se vai tirar o leite. Ou no máximo numa vasilha de barro. O melhor é direto da teta da vaca pra cabaça. Depois é esperar 2 ou 3 dias até o iogurte "virar". A consistência e o sabor são únicos. A cor também. Uma experiência que precisa ser vivida para ser entendida.

Gianni é um jovem italiano apaixonado com plantas, horta, todo o mundo da botânica. Conhece tanto do assunto que alguns anos atrás começou um blog, com dicas e espaço para troca de experiências. Daí veio a idéia de criar um site interativo para os iniciantes (e também os experientes) no mundo do cultivo. O Grow the Planet é o facebook do mundo orgânico! É super simples, você se cadastra e depois com seu login e senha começa a interagir. A interface é simples, accessível, bonita. Começa escolhendo onde será sua horta, na terra ou no vaso, num terraço ou num terreno e por aí vai. Depois você escolhe as variedades, vem separado por estação, e se num tá na hora daquela abobrinha que você tá sonhando em ter em casa o site te avisa. Mas você tem sempre o direito de ser cabeça dura e tentar, quem sabe não funciona...Depois que a semente já na terra começa o diário de cuidados, é só seguir as dicas e na dúvida escreva seus problemas, outros internautas podem te ajudar! É genial, tá tudo ali, desde onde encontrar as sementes até as receitas que você pode fazer. E a construção é conjunta e participativa. Gianni disse que a novidade será a versão em português.

Regina é daquelas cariocas "arretadas", nascida e criada na favela do Leme, trabalha nas redondezas como empregada doméstica. Tinha vontade de fazer alguma coisa pela sua comunidade. Juntou sua mão boa de cozinheira com a necessidade de se aproveitar melhor os alimentos e criou o projeto Favela Orgânica. Lá eles fazem o ciclo completo da comida: da horta ao composto, passando pelas receitas que utilizam os alimentos integralmente. Cascas de frutas e verduras, talos e partes que geralmente são descartadas na cozinha viram receitas pra lá de especiais nas mãos dessa moça. A alegria de Regina contamina, impossível ficar sério ou mal humorado perto de uma estrela que brilha assim, sem pretensões, só pelo prazer da vida. Fez mais amigos que qualquer outro. Em volta ao stand de sorvete italiano aglomerado de gente ela chega de fininho, chama o dono no canto começa a conversar e depois diz: minha amiga queria provar o sorvete! Menos de dois minutos depois estávamos com sorvete na mão, nada de bola tamanho degustação, potinho cheio, de quem tem moral. Ficou conhecida em toda a Terra Madre e reza a lenda que Carlo Petrini queria trazer ela para a Itália.

Ruslan é um dos produtores do queijo armênio tradicional conhecido como Mota. O menor país da ex União Soviética tem grande parte do seu território acima dos 1.000 metros de altitude, pastoreando criadores e cabras podem chegar a 3000 m. O queijo é feito de forma tradicional, quase primitiva. O leite não é nem aquecido, acabou de tirar, ainda morno, é colocado para coalhar. Todo o processo da produção do queijo dura em torno de 40 dias e depois disso ele é posto dentro de um recipiente de barro para ser conservado. Esta embalagem é das mais antigas existentes, usar a ânfora para guardar alimentos remonta a muito antes dos romanos, é a tradição atravessando séculos. Ela deve primeiro ser queimada e dentro ser untada com manteiga azeda. Pronto, depois do queijo ali dentro o negócio é fechar e pra isso cera de abelha. A produção é pequena, quase só para o consumo das famílias e assim será guardado por até 6 meses, no inverno, quando as cabras estão prenhas e não têm mais leite. Ganhou o prêmio Slow Pack para "Técnica de Embalagem Tradicional", por associar uma ideia antiga de conservação com uma embalagem prática e funcional. Enquanto outros vencedores eram representados por gerentes comerciais engravatados e com discursos prontos, Ruslan foi lá, agradeceu em armênio e com seu jeitão de produtor saiu de fininho...

No centro o alimento como protagonista e agregador de pessoas e culturas.

fotos do arquivo da Fundação Slow Food

obs: Regina Tchelly tá largando o emprego como empregada doméstica. Quer dedicar seu tempo ao projeto da Favela Orgânica. Se você quer ajudá-la ou quer convidá-la para um curso ou contratar um buffet ecológico, é só escrever pra: favelaorganica@gmail.com

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Terra Tupiniquim Madre

Sabe quando você vê e experimenta coisas que gostaria que um monte de gente conhecesse também? Pois é, foi assim meu primeiro dia de Terra Madre. Este evento é imperdível pra todo mundo que fala ou se interessa por agricultura, alimentação, ecologia, movimentos sociais e deve ter muito mais áreas de interesses que seria simplista da minha parte fechar nestas descritas.

Já vale a pena só para conhecer os produtos brasileiros. Tá pensando que é brincadeira? Não sei você, mas eu nunca tinha visto o arroz vermelho da Paraíba, a primeira variedade introduzida no Brasil, a três séculos atrás e que até hoje é cultivado da mesma maneira. Nada de melhoramentos perigosos da Embrapa...

Ou o verdadeiro guaraná do Amazonas. Não é aquele em pó ou em xarope. Um bastão preto, defumado, que os índios ralam e misturam com a água para fazer a bebida. Nunca tinha visto nada parecido com aquilo.

Os queijos feitos com leite cru também estavam muito bem representados: Minas, Santa Catarina, Ceará, Sergipe. Um presente para os ouvidos encontrar um mineiro da Serra da Canastra! Hoje era a conferência sobre os queijos tropicais, mas a grande troca de conhecimentos aconteceu mesmo foi na volta que fizemos por "todo o mundo" com estes produtores.

Olha o Brasil trocando figurinha com o queijo francês!

Com o queijo da República Checa...

O queijo suíço de 5 anos foi o ponto forte da nossa pesquisa. Descobrimos várias similaridades. Gostamos tanto que os produtores nos deram até o boné da fazenda.

Nas andanças descobrimos que o mineiro tá conhecido... Luciano, produtor da Serra da Canastra

Este primeiro dia tinha sabor de Brasil e depois do trabalho uma visita ao Teatro del Gusto: Que maravilha, quanta fruta hoje! Três super chefs brasileiras - Neide Rigo, Mara Salles e Ana Soares, apresentando o pequi, jatobá, umbu e tantas outras frutas do Brasil. Até caipirinha rolou. Como disse meu amigo Marcelo Podestá foi de chorar, é a primeira vez que vejo uma chef de cozinha falar de receitas com jatobá. Primeiro provamos com mel de jataí, as famosas abelhinhas brasileiras e depois a surpresa abaixo: merengue com jatobá. A originalidade brasileira na apresentação deste doce fechou com chave de ouro o primeiro dia Terra Madre!

primeiro tava assim na mesa, o jatobá fechadinho...

e dentro a surpresa! show de bola!






quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Finalmente a bandeira! - Venezuela 1x0

Foi tudo muito mais rápido e confuso que eu podia imaginar. Quando cheguei ao evento quase todas as bandeiras e voluntários já estavam prontos, por pouco não fiquei sem entrar. É isso, o que primeiro me parecia uma presepada, na hora H era um sonho. Quando vi que não tinha mais país para acompanhar fiquei arrasada. Confesso. Um organizador se apiedou de mim (para alguma coisa serviu as caras que ensaiei) e convenceu uma senhora que já fez este trabalho várias vezes de trocar comigo. Roubei o doce da senhorinha, sem nenhuma vergonha, pronto falei. (mas depois ficamos amigas e ela entrou como delegada de Iemen - que não chegou a tempo).

E assim fui feliz, feliz, acompanhar um rapaz super jovem chamado Javier, da Venezuela! Ele faz um trabalho voluntário com os agricultores da região da sua cidade fazendo o link entre produtores e consumidores. São 25 voluntários, 100 cestas de verduras e produtos por semana e uma mudança na realidade da região. Trouxe para a Terra Madre batata preta, vermelha, e outras raízes e frutas que preciso ver amanhã, pois nunca ouvi falar.

Nada de bandeira do Brasil, mas vou seguir os conselhos de Lilian no outro post: abraçar a idéia de conhecer mais da Venezuela, da alimentação ao país, que Javier já me deu várias dicas de praias...

Cerimônia


Um pouco agora do evento de abertura, este sim cheio de emoção!

Foram selecionadas pessoas de importantes projetos para falar um pouco do seu trabalho e visão da alimentação, biodiversidade, política pública.

Entre o presidente da FAO, o brasileiro José Graciano da Silva, criador do projeto Fome Zero, ao "pop" Carlo Petrini, teve de tudo. E tudo emocionante e cheio de vida.

Mas, para mim, o ponto alto foram duas mulheres. Primeiro Vandana Shiva, uma indiana que luta a favor da conservação das sementes crioulas. Uma mulher que não tem medo de enfrentar interesses internacionais como o da Monsanto e de toda a indústria dos transgênicos. Foi ovacionada!

Depois uma japonesa, Yoko Sudo. Filha de agricultores da região de Fukushima, que contou um pouco de tudo que ocorreu na vida das pessoas, principalmente os agricultores, depois do vazamento da usina. Uma história de arrepiar. Começou dizendo que estava ali para lembrar a todo o mundo o perigo das usinas nucleares. E terminou fazendo um apelo a favor de tantas energias "limpas" que podem ser utilizadas.

Meu grito final poderia ser: Viva as mulheres! Mais detalhes de tudo que rolou no site do Terra Madre.

 Yoko Sudo - imagem do site Terra Madre

A bandeira - parte 2


lá vai o Brasil...


Pela manhã um novo ensaio da entrada das bandeiras. Ontem avisaram que hoje saberíamos que bandeira portamos oficialmente. Saí de casa cedo para garantir que estaria presente neste momento. Mas de novo não decidiram e vamos saber só antes da cerimônia, que é a noite.

São duas entradas de bandeira, uma à direita e a outra à esquerda do palco e já sei o lado que vou estar. A boa notícia é que a bandeira do Brasil é do mesmo lado (a do Butão também). O primeiro obstáculo foi vencido! Agora preciso ser a nona pessoa a ser chamada - claro que já contei quantas bandeiras são até a brasileira.

A novidade engraçada é que sou porta bandeira, mas quem vai portar a bandeira é o delegado convidado de cada país. Eu devo estar ali do lado, acompanhá-lo até o palco e depois que ele subir me virar com a bandeira em mãos. Dizem que devemos acenar quando se disser o nome do país que estamos acompanhando, mas estou achando estranho começar a abanar a mão empolgada se anunciam a Finlândia...





terça-feira, 23 de outubro de 2012

A bandeira - parte 1

Cheguei a Turim para o ensaio da cerimônia de abertura do Terra Madre. Fui convocada para portar uma bandeira. Não tinha nenhuma idéia do que seria e que bandeira seria, mas agora caiu a ficha.

O negócio é como uma olimpíada, entra a bandeira de cada país participante, junto com um representante da nação. O que me parecia uma presepada se tornou uma emoção. E olha que hoje foi só o ensaio e já fiquei arrepiada. São quase 140 países, todo o mundo ali junto, discutindo e mostrando sua alimentação, seus valores, aquilo que guardam como uma herança da sua história.

A briga agora é pela bandeira ;)

Pelo jeito sou a única estrangeira no grupo, e claro, nesta hora o amor à pátria vem com força total e eu tô louca pra portar a bandeira das terras tupiniquins. Mas...não se pode escolher! Começo a pensar nas minhas melhores caras de piedade e misericórdia para propor uma troca caso o destino me dê outra das 140 bandeiras presentes. Por favor torçam por mim, aceito inclusive velas e benzedeiras. O Brasil é queridinho por aqui, é umas das bandeiras disputadas...

Mas já começo a aceitar segundas opções. Já viu a bandeira de Butão como é bonita?

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Terra Madre, aí vou eu!


Quem tá me acompanhando nessa epopeia por terras italianas (será que tem alguém aí?) já deve ter percebido que alguma coisa mudou no ritmo da comunicação. É que meu ritmo interno mudou. Tenho agora poucos dias de Itália – e depois 4 em Portugal, antes de voltar para o Brasil e já me sinto “arrumando as malas”.  Pra completar hoje estou despedindo do Pietro, de Certaldo, dos dias maravilhosos que tive nesta fazenda. Entre tantas idas e vindas aqui se tornou minha casa, o lugar que voltava pra dormir bem, contar as histórias, andar de motorino pela Toscana, estar com este pai-emprestado-da-aurora que virou um pai-de-verdade-italiano.



Os preparativos agora são para o Terra Madre, o maior evento do mundo slow food, que acontece esta semana em Turim. A boa nova é que vou participar como voluntária. Proporcionalmente é como um apaixonado por futebol trabalhar como gandula na Copa do Mundo. Não importa o tanto que eu tenha que correr, eu tô ali, nos bastidores. A dificuldade é que devo estar lá antes, pensar nos eventos que quero participar, cursos, me concentrar. E concentrar tá difícil neste momento...

Mas como não trabalho todo o tempo, sobra um pouquinho para ver o Terra Madre que este ano acontece junto com o Salone del Gusto. Ainda não consigo ter claro a diferença entre os dois eventos, mas essa informação é repetida tantas vezes em todo material do evento que assim que entender melhor, compartilho! O que sei é que estão fazendo uma horta de 400 m2 dentro do espaço para mostrar o projeto 1000 hortas na áfrica. E posso dizer que 400 m2 de horta não é pouca coisa não. Que no dia da abertura trabalho como porta bandeira, mas não faço a menor ideia que bandeira seja, do quê ou de onde. E que claro, seria lindo se fosse uma bandeira do Brasil (mas também estaria contente com uma bandeira de um país da África ou Ásia). Que tem uma delegação tupiniquim, que entre outros assuntos participará do simpósio sobre queijos artesanais feitos com leite cru, ainda que este não seja o nome oficial do simpósio.

Dá pra ver que sei tudo e nada. E é assim que quero ir pro Terra Madre com uma noção do que acontece, mas principalmente com muita disposição de descobrir. É quase a apoteose dessa viagem, tudo-ao-mesmo-tempo-e-junto!

Por isso pra quem ainda está aí, um pouquinho de paciência com o novo ritmo. Deixo abaixo uma receita do site do Terra Madre, pra ir dando o gostinho dos dias que virão!

Cozinhando sem desperdício: Timpano Napolitano

Uma massa clássica do sul da Itália será a estrela da oficina Cozinhando com Sobras (Cooking with Waste) “Massas recheadas e Timballi” do Salone del Gusto e Terra Madre em outubro. O chef napolitano Antonio Tubelli ensinará a sua receita de timpano, o típico prato feito de camadas de massa, carne e queijo, cuja origem é o aproveitamento das sobras do almoço de domingo. 

Antonio explica: “Tradicionalmente, o ragu, que é um molho de carne, tinha vida longa. A panela ficava fervendo no fogão no sábado à noite e na mesma noite ou no domingo de manhã, a família costumava molhar pedaços de pão no molho. Uma grande quantidade de massa era feita para comer com o molho no almoço de domingo. Na segunda-feira, o que sobrava da massa e do molho era usado para preparar o timpano, com a adição de um pouco de mozzarella.” 

As variações deste prato são tantas quanto são os chefs e não existe uma receita “oficial”. Tradicionalmente, é feito numa caçarola esmaltada, mas uma forma de bolo grande e funda também serve. Pode-se adicionar uma grande variedade de ingredientes, como ervilhas, pequenas almôndegas e ovos cozidos. A beleza de cozinhar sem desperdício está nisso – adaptar a sua receita ao que há na sua dispensa. Bom apetite! 

“Timpano” Napolitano 

Serve 6-8 

6 kg de tomates San Marzano maduros, para o molho 
8 colheres de sopa de azeite de oliva extravirgem 
sal a gosto 
300 g de carne de porco 
300 g de costelinhas de porco
300 g de carne de vitela
2 cebolas médias picadas 
2 colheres de sopa de extrato de tomate ou de pimentão vermelho
200 ml de vinho tinto
Um punhado grande de folhas de manjericão
1 kg de ziti (massa em tubinhos) 
50 g de manteiga
3 colheres de sopa de farinha de rosca 
500 g de mozzarella fresca cortada em cubinhos
250 g de queijo parmesão ralado



Comece preparando o molho de tomate – um simples purê de tomates. Aqueça duas colheres de azeite de oliva, adicione os tomates cortados em pedacinhos, uma pitada de sal e cozinhe até que fiquem macios. Bata no liquidificador, passe o molho na peneira e reserve. 

Para fazer o tradicional ragu napolitano (molho de carne), doure a carne cortada em pedaços grandes em seis colheres de azeite de oliva. Adicione a cebola e o extrato de tomate ou pimentão e, em seguida, o molho de tomates, o vinho e o manjericão. Começa, então, o lento processo de cozimento: deixe cozinhar em fogo brando, com a panela tampada, durante algumas horas, adicionando um pouco de água se começar a secar – deixe o molho reduzir até ficar cremoso. 

Depois disso, cozinhe os ziti numa panela grande com água fervente até que fiquem al dente. Depois de escorrer a massa, adicione o ragu, separando os pedaços de carne grandes. 

Para preparar o timpano, preaqueça o forno a 180ºC e unte uma forma ou caçarola funda de 26 cm de diâmetro com manteiga e polvilhe com a farinha de rosca. Espalhe metade da massa no fundo da forma e cubra com os pedaços de carne do ragu – que estarão desmanchados - e a mozzarella em cubinhos. Cubra com o resto dos ziti e finalize com uma camada generosa de queijo parmesão. Asse no forno por 15/20 minutos. 

Desenforme o timpano num prato grande e sirva quente. 





Clique aqui para visitar o website do Salone del Gusto e Terra Madre.