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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

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Adoro a Mafalda do Quino. Fico impressionada que ela morreu antes deu nascer (sim, não recordo o ano, mas Quino parou de escrever suas histórias antes de 79). Meu quadrinho preferido é um em que ela está colocando o agasalho do lado do globo terrestre. Passa primeiro a cabeça, depois um braço e quando está terminando o outro esbarra no globo, que cai no chão. Ela para, com a blusa ainda pela metade, olha o globo no chão e diz; - eu poderia dizer milhares de coisas sutis, mas não estou com vontade.

Tô mais ou menos assim hoje. Tenho uma dor nas costas que beira o insuportável. Uma gripe que está me rodeando...

Poderia dizer tanta coisa destes dias no Podere le Fornaci. Pastorear as cabras entre tantos campos de videira foi uma experiência única. A delícia dos queijos, as degustações e almoços que Michele prepara para os turistas que vêm conhecer a fazenda. O tanto que é perto da Macelleria Cecchini, que rola de ir almoçar despretensiosamente numa terça feira...Mais que tudo das pessoas maravilhosas que conheci aqui... Mas hoje não vai rolar. Não tô com vontade. Deixo fotos.


degustação de queijos


 sobremesa super gourmet de Michele: mel, ricota (do dia) e canela


a família cresceu, Alita é a nova moradora da fazenda. dá vontade de comer! lea, michele, francesco e eu.


a pastorinha australiana - wwoofer - com as cabras entre bosques e casas em chianti



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sicília-Argélia cous to cous


No Salone del Gusto e Terra Madre, um Laboratório do Gosto aproximará a tradição do cuscuz das duas margens do Mediterrâneo... um desafio até o último grão!


Cuscus, cuscussù, cous cous, kiskusu, seksu… da Sicília ao Norte da África, são inúmeras as variantes deste prato. O Laboratório do Gosto “A Rede do Terra Madre: Sicília-Argélia cous to cous”, no próximo 29 de outubro, oferece a oportunidade de encontrar duas interpretações do cuscuz e duas grandes histórias. A história de Marilù Terrasi, chef e dona do restaurante Pocho de San Vito lo Capo, a especialista do cuscuz à moda de Trapani; e Sid Alì Lahou, chef e fundador de uma cooperativa que produz o cuscuz a partir de farinhas orgânicas, na Argélia.
«O cuscuz é um ritual de espera. É preciso paciência, tempo, tranquilidade». Marilù Terrasi define assim o prato que ela prepara todo domingo para os seus clientes num bairro de San Vito lo Capo, na Sicília.

Marilù se formou em filosofia e já foi pesquisadora em Palermo. Hoje, entre outras coisas, é chef do Pocho, um restaurante cujo nome é o mesmo do gato mascote da sua companhia de teatro. O teatro é uma experiência que se repete toda noite, quando a cozinha fecha e Marilù entretém seus clientes com canções e relatos da tradição local.

Na outra margem do Mediterrâneo, Sid Alì Lalhou é um produtor argelino apaixonado e atípico, um autodidata que se tornou chef e diretor de uma cooperativa que produz até três toneladas de sêmola por dia para 14 tipos diferentes de cuscuz: trigo, aveia, arroz, centeio, milho, misto dois cereais, aromatizado com lavanda, tomilho ou menta e também um tipo sem glúten. Todos rigorosamente orgânicos e produzidos à mão pelas mulheres da cooperativa. Sid já esteve em Turim durante o Terra Madre 2010 e mal pode esperar para encontrar Marilù: «Eu estive em San Vito lo Capo em 2005, quando ganhei um concurso no Cous Cous Fest com uma receita à base de farinha de cevada orgânica. Na oficina, também vou apresentar o cuscuz de cevada com alho-poró e grão de bico. De dar água na boca!»

As vagas são limitadas: faça agora a sua inscrição para o Laboratório do Gosto. A Rede do Terra Madre: Sicília-Argélia cous to cous, em Turim, segunda-feira, dia 29 de outubro às 14:30, 20 euros para os sócios, 25 para os não sócios


Cous cous da tradição de Trapani 

Ingredientes para oito pessoas:

1 kg de sêmola grossa
água
2 cebolas
azeite, sal e pimenta do reino a gosto
pimenta malagueta, canela, louro, salsa
1 cabeça de alho
1 kg de peixe misto para o caldo, e uma quantidade de peixe a gosto para fritar
2 litros de massa de tomate ou de molho de tomate
150 g de amêndoas, um limão

Num recipiente de barro, coloque aos poucos a sêmola. Faça pequenas bolinhas com a mão direita e, com a esquerda, salpique com um pouco de água. Tempere com azeite, sal, pimenta-do-reino, canela, cebola e salsa picadas; coloque-o na cuscuzeira com algumas folhas de louro e a casca de limão. Cozinhe a vapor durante aproximadamente uma hora, acrescentando, na água fervendo, cheiro verde, cravo e canela e uns peixinhos.

Prepare uma sopa de peixe: refogue a cebola cortada em rodelas com bastante azeite. Adicione tomate, sal e pimenta-do-reino, uma pitada de malagueta, canela e um pesto preparado com dentes de alho, salsa e amêndoas. Deixe cozinhar aproximadamente vinte minutos e adicione, no final, o peixe limpo para o caldo.
Despeje o cuscuz cozido a vapor numa tigela grande, adicione metade do caldo e uma parte do peixe despedaçado. Cubra com um pano de lã e deixe descansar cerca de 45 minutos.

Sirva com o restante do caldo. Pode ser servido com uma mistura de peixes fritos em azeite de oliva. É uma base que pode ser usada para outros tipos de cuscuz, substituindo o peixe por carne de porco, de cordeiro, legumes e verduras e temperos de acordo com o gosto de cada um.

www.pocho.it


Seffa (Cuscuz doce) 

1 kg de cuscuz
50 g de amêndoas picadas
50 g de nozes picadas
100 g de passas de uva
40 g de mel
50 g de manteiga
50 g de tâmaras
50 g de damascos secos
50 g de farinha de amêndoa
2 colheres (de sopa) de azeite de oliva

Tempo de preparo: 20 minutos
Tempo de cozimento: 20 minutos

Coloque de molho em água quente, durante aproximadamente duas horas, as amêndoas, nozes e passas.
Escorra as passas e cozinhe a vapor por 15 minutos.
Coloque o cuscuz de molho, escorra-o e deixe descansar durante 15 minutos.
Cozinhe a vapor por 10 minutos e molhe-o com água salgada.
Misture o cuscuz com a farinha de amêndoa, as nozes e as passas. Cozinhe o cuscuz novamente a vapor por mais 10 minutos. Retire do fogo, misture bem e acrescente azeite e manteiga. Complete com mel e decore com as tâmaras cortadas pela metade, os damascos secos, as amêndoas, as nozes picadas e um pouco de passas.

www.lamaisonlahlou.com


Esta matéria é do site da Terra Madre, principal evento do Slow Food que acontece em Outubro em Turim.

Eu vou! Quem se anima?