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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Casas portáteis

Já pensou que um parque pode ser a extensão da sua casa? Não dá tempo de voltar para almoçar em casa? Que tal no parque? Aquela dormidinha de depois do almoço? Tem algo melhor que dormir ao ar livre, com um ventinho fresco batendo no rosto? E o tempo de brincar com o filhote na manhã ou fim da tarde...que tal se fosse num parque ou numa praça... o aniversário também! Porque não?! Lugar pra festa sem aluguel!

Ou mesmo as escolas, que hoje sofrem com a falta de espaço e área sem cimento para a criançada brincar, porque não usar mais dos espaços públicos gratuitos das cidades?

Se a moda pega podemos ter como na foto abaixo: bibliotecas gratuitas do lado das espreguiçadeiras. Espaço para a criançada desenhar, pintar ao lado da mãe que tira uma soneca.



Podem me dizer que é um sonho, que o Brasil é muito perigoso pra isso, muito poluído, etc... Mas depois de sentir essa experiência na pele não consigo perder a esperança que a gente pode...

Aproveito para compartilhar esse video de uma apresentação do Roberto - meu irmão querido - numa cruzada contra o excesso de asfalto e o sumiço dos rios...



Olha que legal esta campanha da Piseagrama, uma boa proposta para nossas cidades!

sábado, 25 de agosto de 2012

Verdes em meio ao marrom

Sempre procuro a parte verde de cada cidade. Aquelas que têm pouca descubro o jardim botânico, praça principal, qualquer cantinho com uma árvore e uma sombra. Combinação perfeita.

Em Roma não é preciso muito esforço. Entre tantas construções antigas o verde salta aos olhos, dos belíssimos pinheiros de Roma, espalhados por todo Palatino e ruas do centro, às praças e parques que sempre estão ali, disponíveis, oferecendo um refresco ao calor, ao marrom, ao ritmo rápido da cidade. Dá pra fazer um belo revezamento entre natura e cultura.

Eu, depois de encher os olhos com as igrejas vizinhas à Piazza del Popolo, fui conhecer a Villa Borghese. E irresistivelmente fazer um pic nic.


Outro dia, depois que Laura, uma italiana super bacana que está me hospedando, saiu do trabalho fomos as duas dar uma volta na Villa Pamphilli, o maior parque dentro de Roma. Um tempo para conversar com calma, ampliar a visão, sentar na grama e estar ali, descobrindo uma a outra. Coisa de mulher que falando ou em silêncio estão absorvendo um pouco do outro universo. Voltamos a tardinha, com as mãos cheias de temperos selvagens que colhemos para preparar o jantar. Tive muita certeza da beleza daquele momento, tinha ali uma nova amiga e, eu, já era outra Teresa depois daquele pôr do sol.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Pic Nic?

Eu, uma holandesa e uma belga conversando.

Eu - Que bom, vamos fazer um pic nic hoje. Eu adoro, mas é tão raro no Brasil.
Holandesa - Por que? Não tem parque lá?
Eu - Tem... Mas geralmente não se pode pisar na grama.
Belga - Não pode? Por que?
Eu - (...)
Holandesa - É difícil manter a grama? É muito seco?
Eu - Hum... Não... O clima é bom, as gramas costumam ser bonitas. Talvez seja por isso...
Holandesa - Mas pra que serve a grama? Pra ver?
Eu - (...)
Belga - Mas tem praia, na praia vocês fazem pic nic?
Eu - (...)

É, Tom Jobim estava certo: o Brasil não é para principiantes. 
Fora isso o pic nic foi ótimo. Descobri uma nova combinação que babo só de pensar: figo com queijo. Um pedaço de queijo mais curado numa mão, um figo bem madurinho na outra. Um gole de vinho de vez em quando. 
Perfetto!

a turma do pic nic na abadia de san galgano, falta o fotografo, meu mestre de ioga intuitiva: kiko!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pic Nic


Os parisienses sabem utilizar bem os espaços públicos da cidade. Toda praça, parque, beira do Sena é cenário para um pic nic, um lanche rápido, um bate papo, uma descansada. Não importa se sozinho ou acompanhado. Os dias de sol são presentes que eles aproveitam bem ocupando a rua e suas infinitas possibilidades.

       Pessoas lanchando, dormindo, curtindo o horário de almoço.

Todo lugar serve para uma parada: aqui os bancos de uma ponte sobre o Sena, de um lado o Louvre, do outro o Instituto da França.
No "Jardin des Tuileries" tem até cadeira disponível para o descanso.
Fácil assim, te esperando para um tempo de contemplação e repouso.

Ainda nos Jardins des Tuileries uma hortinha! Fiquei curiosa para saber quem tem acesso à estas lindas alfaces roxas, e folhas verdes. Por fora dá para colher orégano, sálvia, manjericão.

Na França como os franceses:
Quer maneira melhor de conhecer a cidade do que fazer os programas das pessoas que vivem aqui? Pic Nic na rua. Não importa se é num jardim, parque, praça, ou na beira do Sena, qualquer lugar vale. Deixe-se entrar no clima das pessoas, compre bons ingredientes, um vinho, relaxe e curta uma tarde parisiense como os próprios moradores fazem.
Foi assim que a gente fez: salada de cogumelo de paris, com tomates pretos e queijo de cabra, tudo comprado no mercadinho e misturado em casa, com azeite, pimenta do reino e sal. Para acompanhar mix de folhas que vende pronto no mercado e baguete francês. Ao invés do vinho, cerveja. Programa perfeito para os dias quentes do verão!
Ótimo lugar para fazer um pic nic é nesta pontinha de terra entre dois lados do rio. (se não me engano Ilha de Saint Loui), tem jardim, parquinho para as crianças e uma vista privilegiada!